O lado sombrio da indústria do erotismo está a tornar-se cada vez mais negro. Na Suíça francófona, a prostituição de menores está a alastrar-se – um fenómeno preocupante que não pode ser ignorado. Sarah, uma das vítimas, conta as suas experiências e os desafios que enfrentou.
Sarah tem apenas 16 anos, mas a sua voz é clara e firme. Ela fala dos momentos comoventes em que foi abordada por homens mais velhos que perceberam que era menor de idade. «Os clientes conseguiam sentir isso, olhavam-me nos olhos e sabiam que eu ainda era uma criança», conta ela. Estas palavras resumem a realidade perturbadora da prostituição infantil na Suíça.
De acordo com um inquérito recente, mais de 200 raparigas menores de idade estão envolvidas na prostituição na Suíça Ocidental. Este número assustador mostra que, enquanto sociedade, temos de olhar para a realidade. Como é possível que cada vez mais jovens sejam empurradas para esta indústria exploradora? Sarah relata que era frequentemente vista como «nova» e «emocionante». Esta perceção levou a que os seus clientes não só fossem céticos, como a inundassem com dinheiro e presentes para a manipular.
Mas as perguntas permanecem: o que leva as jovens à prostituição? Muitas vezes, são problemas familiares, dificuldades financeiras ou o desejo de reconhecimento. A insegurança da sua juventude é explorada pelas tentações do mundo adulto. Sarah fala de amigas que nem sequer têm consciência das situações perigosas em que se metem. Elas pensam que é uma forma fácil de ganhar dinheiro ou atenção.
A discussão sobre a rede por trás da prostituição infantil é imprescindível. Os criminosos que lucram com estas jovens têm de ser apanhados em flagrante e responsabilizados. Mas como é que se pode evitar isto? São necessárias medidas preventivas para proteger os menores dos perigos deste mundo. A educação é a chave! Escolas, pais e instituições sociais têm de informar e criar ofertas de apoio.
São urgentemente necessárias campanhas organizadas que chamem a atenção para os perigos da prostituição. A sociedade tem de trabalhar em conjunto para criar um ambiente seguro e solidário para os jovens. Cada um de nós pode ajudar, prestando atenção e levantando a voz para chamar a atenção para estas injustiças.
A luta contra a prostituição infantil é uma corrida contra o tempo. Se não agirmos agora, corremos o risco de perder ainda mais jovens. A história de Sarah é uma entre muitas, e não podemos permitir que tais histórias se tornem parte do quotidiano. Cabe-nos a nós lutar por um futuro melhor, no qual as crianças e os jovens possam crescer em segurança.
Vamos, juntos, abrir os olhos e agir! É necessária uma mudança de mentalidade na sociedade e uma rede forte para combater estas condições terríveis.
Fonte original: SRF News